domingo, 29 de julho de 2007

Cliché

Ela não gostava dele. Gostava do que ele fazia por ela. Mas ela não via dessa forma, claro. Todos viam, menos ela. Ele via.

Sozinho, ele planejava cada passo. Ensaiava cada resposta. Sabia que era questão de tempo, que logo ela se daria conta da verdade.

Ele tinha medo. Ele era uma ilusão.

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Para ela, ele era tudo. Sempre perto, disposto a qualquer esforço. Ela não o conhecia, não se preocupava com os motivos por trás de cada ato. Ela se deixava enganar. E vivia o paraíso.

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Situação cliché. Nem sei porque me dei ao trabalho de escrever isso.

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I always thought that if I held you tightly
You'd always love me like you did back then
Then I fell asleep and the city kept blinking
What was I thinking when I let you back in?

Wilco - I Am Trying to Break Your Heart (click, espere o link, baixe...)
Indispensável.

2 comentários:

Anônimo disse...

Engraçado. Às vezes isso me parece o resumo de todas as relações que já vi na vida (não só as minhas, óbvio, as que assisti de fora tb).

Deve ser a lei da física, a gangorra nunca fica em equilíbrio mesmo; sempre um é que tem que fazer toda a força, pra colocar o outro lá em cima. Esse outro, em geral, nunca se dá conta do esforço, está mais preocupado em curtir a sensação da altura...

Se rolar um equilíbrio, ele é tênue e, na certa momentâneo. Logo, alguém vai parar lá em baixo outra vez.

guilherme campelo disse...

O problema é que o desequilíbrio normalmente é persistente. É raro que mude de lado. Enfim. Cliché...